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Proposta completa · Bandeira 03
Hoje, todo o dinheiro da cannabis no Brasil vai pro crime organizado. Sem imposto, sem carteira assinada, sem controle de qualidade e sem fiscalização. Enquanto isso, o paciente paga caro por um tratamento que já é legal, o agricultor é proibido de plantar até o cânhamo, que não é droga, e o jovem pobre lota as cadeias.
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Mãe de autista não pode precisar de advogado pra conseguir o remédio do filho.
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O mundo compra e o Brasil, que sabe plantar como ninguém, não pode vender.
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Sem a lei, o pobre segue tratado como traficante e o rico segue tratado como usuário.
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Não é liberar geral. É o contrário: é botar regra onde hoje só existe crime.
As vantagens
Toda economia que fica fora da lei fica na mão de quem não segue lei nenhuma. Regulamentar é a decisão de disputar esse dinheiro e devolver ele pro país.
A venda regulamentada gera imposto que a lei pode vincular diretamente a SUS, escola pública, prevenção e rede de tratamento para dependentes. O dinheiro sai do caixa do tráfico e entra no orçamento com endereço.
Licenças para pequenos negócios e a cadeia do cânhamo industrial abrem mercado novo para o agro brasileiro, incluindo o pequeno produtor com crédito rural.
Produção nacional em escala derruba o preço do tratamento e viabiliza o fornecimento pelo SUS e a cobertura pelos planos, tirando as famílias da fila da Justiça.
Critério legal claro entre usuário e traficante libera a polícia para combater o crime organizado e reduz o encarceramento de jovens pobres. O Ipea calcula em cerca de R$ 50 bilhões por ano o custo de bem-estar só das mortes ligadas ao proibicionismo.
Paciente, médico, agricultor e cidadão passam a saber exatamente o que a lei permite e o que proíbe, com regra que vale igual para rico e para pobre.
Paralelo internacional
Não é experimento. É caminho que país sério já percorreu, cada um do seu jeito, e que já pode ser medido.
Regulamentou o uso adulto por lei nacional: mercado licenciado, produto testado e rastreado, milhares de empregos formais e arrecadação bilionária, com venda proibida a menores.
Regulamentou com avaliação científica obrigatória e liberou a polícia e o Judiciário de dezenas de milhares de processos por posse, redirecionando recursos ao combate do crime organizado.
Primeiro país do mundo a regulamentar, com forte controle estatal: registro de usuários, limites de quantidade e monitoramento contínuo de resultados.
Cerca de 24 estados regulamentaram o uso adulto e arrecadam, somados, bilhões de dólares por ano em impostos específicos, com destinação a educação, saúde e programas sociais.
Fontes Canadá: Cannabis Act (C-45), em vigor desde outubro de 2018. Alemanha: Cannabisgesetz (CanG), em vigor desde abril de 2024. Uruguai: Lei nº 19.172/2013. Estados Unidos: levantamentos de arrecadação estadual em estados com uso adulto regulamentado. Custo de bem-estar da política de drogas no Brasil: Ipea, "Custo de bem-estar social dos homicídios relacionados ao proibicionismo das drogas no Brasil" (2023), ano-base 2017, cerca de R$ 50,9 bilhões, equivalentes a 0,77% do PIB.
O caminho está aberto
O Brasil já andou. O problema é que andou pela Justiça e por agência reguladora, não pelo Congresso. Falta mandato comprometido em transformar decisão judicial e norma provisória em lei estável.
Sem letra miúda
Essa caminhada não tem padrinho político. Quem levanta é o povo que acredita nas causas.
Chama no WhatsApp 4001Pai do Garel · Deputado Federal